quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Cirurgia Bariátrica



Cirurgia Bariátrica é uma cirurgia feita em obesos mórbidos com IMC maior ou igual a 40 quando nenhum outro tratamento deu certo. Existem três tipos: as dissabsortivas - têm o objetivo principal de diminuir a área de absorção dos alimentos; as restritivas - têm o objetivo de dificultar a entrada do alimento e a mista.
- Bypass Gástrico: é a técnica mais utilizada. Nela o estômago do paciente é reduzido para 20 ml assim impedindo-o de comer rápido e consequentemente ingerindo menos alimento. O intestino delgado também é modificado. A sua primeira parte, duodeno e jejuno proximal, é retirado, pois é ai que o alimento tem sua maior absorção. Com o caminho diminuído, o alimento logo chega ao íleo terminal que produzirá um hormônio que será levado pelo sangue até o cérebro (hipotálamo) dando a sensação de saciedade. Dessa forma o alimento não será a principal forma de prazer, pois o paciente não sentirá fome reduzindo a quantidade de alimento ingerido. O paciente perde cerca de 40 a 45% de peso e não tem muitos efeitos colaterais como diarréia e vômitos. Apesar de não apresentar esses efeitos colaterais, pode haver problemas como a anemia e a osteoporose e para reverter essa situação tem-se que ingerir vitaminas, ferro e minerais. Geralmente há uma melhora e até cura na diabete tipo 2 através do aumento na produção de insulina.
- Banda Gástrica Ajustável: é colocada uma cinta inflável ajustável em volta do estômago promovendo um estreitamento que dificulta a passagem do alimento. O paciente terá a sensação de saciedade pela sensação de estar “cheio”. Essa é uma técnica que precisa de bastante cuidado, pois nela o paciente não deixará de ter fome, os nutrientes continuam a ser absorvidos e não chega à parte do íleo terminal onde é produzido a hormônio da saciedade. Assim o paciente começa a se alimentar de alimentos fáceis de serem ingeridos como os carboidratos. Há cerca de 20% de perda de peso. Os efeitos colaterais apresentados são freqüentes vômitos, e esofagite de refluxo causado pelo refluxo de ácidos do estômago para o esôfago.
- Scopinaro e Duodenal Switch: são técnicas de dissabsoção. O objetivo é que o alimento passe por apenas 30% do tubo digestório. Nesse caminho há uma dificuldade de absorção de carboidratos e gorduras. As proteínas, como precisam passar apenas em 4m do intestino para ser absorvido, não são prejudicadas. Quando o paciente consome gordura, ele terá diarréia com fortes odores. O paciente perde cerca de 50% do peso. Os efeitos colaterais dessas técnicas são cirrose hepática e desnutrição.

http://www.francoerizzi.com.br/cirurgia_bariatrica.htm

Falência das células beta


Pessoas que desenvolvem a diabetes tipo 2 tem um quadro muito singular e pode ser descrito em algumas etapas. Este tipo de diabetes é desenvolvido geralmente em pessoas obesas e tem ampla relação com uma má alimentação.

No inicio a pessoa que possui uma ingestão de alimentos com alto índice glicêmico, tem um pico de glicemia e insulina relativamente alta. Com a contínua alta de glicemia, as células betas do pâncreas (ilhotas pancreáticas) têm sua demanda de atividade muito exigida para poder produzir insulina suficiente. O cérebro e o sistema nervoso parassimpático são também exigidos para compensarem a alta atividade pancreática. Pessoas com esse quadro permanente, desenvolvem a resistência à insulina, pois as células pancreáticas vão a falência por apoptose.

A alta taxa glicêmica e resistência à insulina são evidentes provas de uma possível diabetes do tipo 2. Pessoas que são diagnosticadas com esta doença têm de ter uma reeducação alimentar para controlar a quantidade de glicose livre no sangue.

Relação gasto/consumo de energia


A obesidade decorre da ingestão muito elevada de alimentos para a quantidade de exercício diário. É importante lembrar que a ingestão excessiva de energia ocorre apenas durante a fase de desenvolvimento da obesidade. Após a pessoa ficar obesa para que ela permaneça assim o aporte de energia poderá ser igual ao consumo energético. ( por isso muitas vezes você verá uma pessoa obesa que come o mesmo tanto que uma pessoa não obesa, levando em consideração o conteúdo energético. Assim, para reverter a situação, o gasto energético deverá ser maior que o consumo.
O aumento mais acentuado que ocorre na utilização dos lipídios talvez seja o observado durante EXERCÍCIOS VIGOROSOS. Isso decorre da liberação rápida de EPINEFRINA e NOREPINEFRINA durante o exercício como conseqüência da estimulação simpática. Esses dois hormônios ativam a Lipase triglicerídia sensível a hormônios, que está presente em abundância nas células adiposas. Essa enzima ativada causa, então, a rápida decomposição dos triglicerídeos e o aumento da concentração dos ácido graxos.
Obs: em condições normais a intensidade da ingestão é regulada proporcionalmente às reservas corporais de nutrientes.

sábado, 7 de novembro de 2009

Bioquímica na produção dos hormônios tireoidianos

A tireóide é uma glândula que se localiza na região do pescoço, e é formada por uma grande quantidade de células foliculares. Estas, produzem e armazenam dois importantes hormônios reguladores do metabolismo celular: a tiroxina (T4) e a triiodotironina (T3). Para a produção destes hormônios, as células foliculares sintetizam uma proteína chamada tireoglobulina (composta por uma cadeia de aminoácidos tirosina) que precisa se ligar ao íon iodeto – entrada do íon nas células feito por transporte ativo através da bomba de iodeto. A enzima peroxidase presente nas células foliculares transforma o íon iodeto no iodo em sua forma elementar, para que este possa ser utilizado para ligação com a cadeia de tirosina. Cada molécula de tireoglobulina carrega, portanto, vários radicais tirosina impregnados com molécula de iodo. Dois radicais tirosina, ligados entre sí, com 2 íons iodetos em cada uma de suas moléculas, reagem-se entre sí formando uma molécula de tiroxina (T4); 2 radicais tirosina, ligados entre sí, sendo um com 2 íons iodeto e outro com apenas 1 íon iodeto, reagem-se também entre sí formando uma molécula de triiodotironina (T3).



A tireoglobulina, com os hormônios já sintetizados, sofre pinocitose e ação de enzimas proteolíticas, que a fragmenta e faz com que os hormônios T3 e T4 sejam liberados no citoplasma e após na circulação, atingindo as células onde irão atuar. Sob esse estímulo hormonal, as células do corpo aumentam seu trabalho, sintetizam mais proteínas, consomem mais nutrientes e oxigênio, produzem mais gaz carbônico, etc. O hipertioreoidismo e o hipotireoidismo atingem praticamente todos os tecidos do organismo, fazendo com que haja sérios efeitos em cada um deles. Para o hipertireoidismo, temos como exemplo:
- Ansiedade, cansaço ou insônia.
- Tremores.
- Aumento da sudação.
- Falta de fôlego (falta de ar).
- Dificuldade em enxergar com nitidez.
- Diminuição do peso.
- Inchação da glândula tireóide (bócio).
- Intolerância ao calor.
- Taquicardia.
- Aumento do apetite.
- Diarréia.
Para o hipotireoidismo:
- fraqueza e cansaço,
- intolerância ao frio,
- intestino preso,
- ganho de peso,
- depressão,
- dor muscular e nas articulações,
- unhas finas e quebradiças,
- enfraquecimento do cabelo,
-palidez.
A secreção dos hormônios tireoideanos é controlada pelo hormônio hipofisário tireotropina (TSH): Um aumento na liberação de TSH pela adeno-hipófise atua para maior captação dos íons iodeto, promovendo mais síntese de T3 e T4. A secreção de TSH, por sua vez, é estimulada pelo fator de liberação da tireotropina (TRF), produzida pelo hipotálamo. “Ocorre um mecanismo de feed-back negativo no controle de secreção dos hormônios tireoideanos: na medida em que ocorre um aumento na secreção dos hormônios T3 e T4, o metabolismo celular aumenta. Este aumento promove, a nível de hipotálamo, redução na secreção de TRF, o que provoca, como consequência, uma redução na secreção de TSH pela adeno-hipófise e, consequentemente, redução de T3 e T4 pela tireóide, reduzindo o metabolismo basal celular” (
http://www.geocities.com/).

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Obesidade:mal do século XXI

Obesidade foi considerada pela Organização Mundial de Saúde uma epidemia mundial. Segundo a OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde), a obesidade na faixa etária de crianças e adolescentes cresceu sem precedentes nos últimos anos, sendo mais frequente que a desnutrição.

Obesidade é uma doença crônica, ou seja, se adquire ao longo da vida, e esta relacionada a influencias internas como genética, pessoais como problemas psicológicos, depressão, comportamentos ou mesmo a fatores externos como clima e ambiente onde o individuo vive e a sociedade onde esta inserido. A obesidade é estabelecida no organismo pelo acumulo de gordura através do tecido adiposo do individuo, que por sua vez está diretamente ligado ao aumento da ingestão de alimentos com um gasto energético menor, assim o organismo armazena energia em forma de gordura, aumentando assim a massa de tecido adiposo.

A partir do cálculo do IMC(Índice de Massa Corporal), pode-se considerar, com base no resultado pessoal comparado com uma tabela padrão, se a pessoa é ou não obeso e qual é o seu tipo ou nível de obesidade. Uma pessoa considerada obesa deve ter no mínimo 20% a mais do que o recomendado para sua altura. O calculo do IMC é feito pela seguinte formula:

IMC = Peso (kg) / Altura2 (m2)

A obesidade como doençao crônica pode ser prevenida pela ingestão de uma dieta adequada desde a infância, junto com o hábito de praticar regularmente atividades físicas que deve ser cultivado desde quando o individuo é jovem e manter também a estrutura familiar e pessoal para evitar alterações no organismo.

Histologia do Tecido Adiposo

Tecido adiposo é uma variedade do tecido conjuntivo, onde suas células específicas tem a capacidade de armazenar energia em forma de gordura no seu citoplasma. Essas células são denominadas adipócitos e podem ser encontradas isoladamente ou em aglomerados,formando assim o tecido, sem limite físico, com adaptação rápida. São presentes no tecido adiposo não somente os adipócitos, mas também macrófagos, fibroblastos e pré-adipócitos.
Sua principal função é,assim como dito anteriormente, o armazenamento de gordura com a finalidade de reserva energética, além de também de ter funcionalidade como isolante térmico e ainda ser uma camada protetora dos órgãos internos contra choques mecânicos, uma vez que está presente na derme formando a hipoderme.
Outra característica do tecido adiposo com pouca ênfase popular, é que este tecido também tem a capacidade de produzir hormônios como a leptina, que quando presente em excesso envia "mensagens" ao cérebro para que reduza o apetite do indivíduo. A obesidade pode estar relacionada ao não reconhecimento dos estímulos provocados pela leptina ou pela má secreção ao baixa produção deste hormônio. É também secretor de enzimas e peptídeos bioativos com ação local e a distância.
Quando o animal possue um gasto energético menor que o seu valor energético total, o organismo começa a armazenar o que "sobra" de energia em forma de gordura no seu tecido adiposo, podendo levar esse indivíduo a um excesso de peso. Este excesso de peso pode causar complicações morfofuncionais e resultar em patologias que afetem diretamente órgãos essenciais para a vida do indivíduo, como coração, rins e pulmões por exemplo.
O tecido adiposo é encontrado no organismos em duas formas: tecido adiposo branco ou unilocular, e tecido adiposo pardo/marrom ou multilocular (pouco encontrado em humanos e altamente presente em ratos - por exemplo e animais que hibernam).
O tecido adiposo branco/unilocular possui células em formato esférico, com muita lípideo armazenado no seu interior. Há neste tecido uma grande vascularização e também, em torno de suas células, redes de fibras reticulares, sustentando a massa de gordura. Este tipo forma os panículos adiposos (absorção de impactos e isolante térmico).
Por sua vez, o tecido adiposo marrom/multilocular tem suas células menores que as do tecido adiposo branco e nelas há vacúolos(gotículas de gordura) espalhados pelo citoplasma,e é rico em mitocôndrias. Nos seres humanos tem maior importância nos recém-nascidos, com função de isolante térmico, sendo produzidos apenas no período fetal, e com produção inibida a partir do nascimento ou período pós-natal. Sua coloração castanhas é devido a vascularização e a abundante presença de mitocôndrias, que geram energia mais rápido que o tecido unilocular.

domingo, 1 de novembro de 2009

Dietas hipocalóricas com redução de macronutrientes

Muito se ouve, hoje em dia, sobre algumas dietas hipocalóricas que fazem as pessoas emagrecerem com muita rapidez. Para tanto essas dietas são prejudiciais à saúde, pois, muitas delas, fazem com que um macronutriente necessário para os metabolismos do corpo esteja deficiente. Como exemplo, temos as dietas pobres em carboidrato: a dieta do Dr. Atkins, do princípio de Schwarzbein, do ponto Z e de South Beach.
- Dieta de Atkins: È uma dieta dividida em quatro partes: a primeira, chamada indução, é a principal. Reduz drasticamente a quantidade de carboidrato para 20g diárias que devem ser ingeridas de vegetais e saladas. Nessa fase a perda de peso é muito grande podendo estimular a pessoa a continuar com a dieta; dura 14 dias. Antes de ir para a segunda, chamada perda de peso contínua, seria necessário fazer exames laboratoriais para a análise do perfil lipídico, assim se fosse observado o aumento do colesterol total e do LDL, teria que haver a substituição da gordura saturada pela insaturada. Nessa fase a quantidade de carboidrato já aumenta para 30g diárias, o que ainda continua muito abaixo do normal. Na terceira fase, chamada pré-manutenção, o indivíduo pode reduzir ou manter o peso e a quantidade de carboidrato sobe para 45g diárias. Na última fase, a manutenção, a quantidade de carboidrato pode chegar à até 60g diárias dependendo do indivíduo. Nessa fase a parte importante é a manutenção do peso. Se ultrapassar 2,5 kg a dieta deve ser reiniciada. A quantidade de carboidrato é diminuída, pois, o carboidrato é considerado um vilão, por, favorecer a produção de insulina que inibe a lipólise favorecendo um aumento da quantidade de gordura (triacilglicerol) e a retenção de água.
-Dieta do princípio de Schwarzbein: é uma dieta com baixas quantidades de carboidratos e altas de proteínas. De acordo com a endocrinologista Schwarzbein, essa dosagem controla a insulina. Altos níveis de insulina fazem com que várias doenças ocorram além de pararem o metabolismo e acelerarem o processo de envelhecimento. Ela monta um cardápio com quantidades certas de consumo de cada macronutrientes (proteínas, lipídeos e carboidratos) assim equilibrando os sistemas hormonais do corpo.
-Dieta do ponto Z: de acordo com o fundador do ponto Z, o Dr. Sears, a ingestão de 40% de carboidratos, 30% de proteínas e 30% de gordura é suficiente para se manter uma vida saudável e perder peso. Diz que com essa dieta se queima gordura além de ajudar a combater doenças cardíacas, diabetes entre outras coisas. Recomenda 5 refeições diárias. Geralmente a dieta fornece 800 a 1200 kcal diários.
-Dieta de South Beach: Agatston, cardiologista que desenvolveu essa dieta, culpa os carboidratos de estimularem a compulsão alimentar e controlando essa compulsão virá a perda de peso. Então na sua dieta há três fases. A primeira elimina a quantidade de carboidratos da dieta assim purificando o corpo. Dura duas semanas. Na segunda fase, já é permitido pequenas quantidades de carboidratos, observando o peso e como a pessoa se sente. Os carboidratos liberados nessa fase são os com baixo índice glicêmico (grãos integrais, iogurte integral e algumas frutas). Quando o peso desejado for alcançado, à terceira fase, manutenção de peso, pode entrar em ação. Nela são liberados alguns alimentos, mas se houver um aumento de peso deve-se reiniciar a dieta.

A perda de peso adquirida nessas dietas vem do fato de o corpo não está recebendo fontes suficientes de energia que são os carboidratos. Então, o metabolismo começa a degradar os ácidos graxos (gordura) presente no corpo obtendo-se energia e sendo eliminados pela urina. Além de decompor a gordura, decompõem-se também os músculos que leva à perda de água. Assim muito do peso perdido é água e tecido muscular. Os efeitos colaterais que podem ser causadas por essas dietas são: náuseas, dores de cabeça, mau hálito causado pelo acúmulo de cetonas no corpo, fadiga. Com o tempo pode-se causar descalcificação dos ossos e sobrecarga no fígado e rins pela alta ingestão de proteínas.
Falando um pouco mais sobre a bioquímica, os corpos cetônicos que causam o mau hálito são elevados nessas dietas, pois a degradação de triacilgliceróis (gordura) não é acompanhada pela degradação de carboidratos. Na ausência de carboidrato há uma queda na produção de piruvato que irá se converter a oxaloacetato. Assim o organismo lança mão da gliconeogênese (formação de glicose) que consome o oxaloacetado obtido de aminiácidos. Com isso a oxidação do acetil-CoA (resultado da oxidação da forma ativa dos ácidos graxos que é o acil-CoA) pelo ciclo de Krebs fica impedida. Acumula-se então esse composto que se condensa formando os corpos cetônicos.
A melhor maneira para se tratar da obesidade com saúde é seguir uma rotina alimentar e física. A reeducação alimentar e o exercício físico fazem parte dessa rotina, pois, são os principais fatores que devem ser considerados para combater essa doença.


Referências:
http://www.abeso.org.br/revista/revista7/dieta.htm
http://saude.hsw.uol.com.br/como-perder-peso-com-uma-dieta-de-baixos-carboidratos.htm

Sono e a obesidade



Atualmente, estudos têm sido realizados para tentar desvendar a ligação que existe entre a obesidade e o sono. Uma das conclusões que parecem mais coesas é a de que a diminuição do tempo de sono modifica os padrões endócrinos de um indivíduo.
Endocrinologicamente é correto dizer que a redução do tempo de dormir aumenta os níveis de grelina circulante e diminui a concentração de leptina. Essa disfunção hormonal sinaliza ao corpo que há uma diminuição da saciedade e, conseqüentemente, um aumento da fome. As escolhas alimentares também são modificadas, e geralmente alimentos mais calóricos são escolhidos.

A alimentação de pessoas com baixos níveis de sono tem uma tendência a priorizar o consumo de carboidratos e diminuir a ingestão de proteínas. Biscoitos, massas, doces e salgados têm uma marcante presença nos cardápios destes indivíduos.
Outra evidência que foi constatada nos estudos revela que o maior tempo acordado leva a um aumento da sonolência, cansaço e inapetência. Estes resultados têm de ser comparados com os níveis de atividade física os quais, na maioria das vezes, é baixo ou inexistente.
(Imagem do site http://www.rgnutri.com.br/)
A pesquisa pela busca da relação entre a obesidade e o sono é muito recente, por isso muitos estudos ainda tem de ser realizados. Porém pode-se concluir que um tempo adequado de sono e uma alimentação saudável são, sem dúvida, maneiras corretas de se buscar uma melhor qualidade de vida.





Curiosidade


Um estudo realizado na Universidade de Alberta teve uma curiosidade revelada durante seus experimentos. Pesquisadores utilizaram um grupo de ratos como cobaias. Divididos em dois grupos (jovens e adultos) os ratos foram submetidos a dietas hipocalóricas, ou seja, os alimentos que tinham alto teor calórico foram substituídos por alimentos de versão “diet.”.O grupo jovem começou a ingerir uma quantidade de alimentos maior do que consumiam em suas refeições normais. O grupo de adultos continuou consumindo a mesma quantidade de alimentos que era consumido antes.Os pesquisadores concluíram que os jovens adquiriram a capacidade de relacionar o alimento ingerido com a quantidade de calorias presentes, portanto se alimentavam mais para suprir suas necessidades energéticas. Os ratos adultos tinham a capacidade de relacionar a quantidade de alimentos ingerida com o valor teórico de calorias presentes, logo, consumiam apenas o necessário para suprir a fome.Por associação, os cientistas chegaram à conclusão de que a refeição de crianças deve ser equilibrada para manter suas necessidades diárias. Comidas com alto valor biológico e nutricional são fundamentais na alimentação de crianças, junto com atividades físicas.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Antipsicóticos e Obesidade- Notícia do Correio Brasiliense

Ultimamente temos visto variadas notícias e informações que envolvem o tema obesidade na TV, no rádio, em propagandas e jornais. Tal assunto tem preocupado pessoas do mundo todo, pois o número de obesos tem aumentado em grande proporção crescendo, concomitantemente, o número de doenças relacionadas.
No correio Brasiliense de ontem (28 de outubro de 2009) Saiu uma reportagem sobre “Os riscos dos antipsicóticos em jovens” com o seguinte comentário: “Pesquisa revela que remédios para distúrbios mentais podem provocar alterações metabólicas severas, como ganho de peso e aumento do colesterol, em crianças e adolescentes”. Aqui estão algumas informações sobre esta reportagem que considerei relevante para o blog Bioquímica da Obesidade:
O antipsicóticos, que são usados para o tratamento de distúrbios mentais, podem causar doenças graves em crianças e adolescentes. Um estudo veiculado ontem pelo “Jornal of the American Medical Association” constatou que, assim como ocorre com adultos, os pacientes jovens medicados com essas drogas ganham rapidamente peso e massa gorda, além de sofrer uma série de alterações metabólicas, como aumento do colesterol e diminuição da insulina.
A pesquisa foi liderada pelo psiquiatra Christoph U. Correl, do Zucker Hillside Hospital, em Nova York. Ele acompanhou 505 pacientes de 4 a 19 anos (que tomavam antipsicóticos a menos de uma semana) do ano 2001 a 2007, analisando assim os efeitos dessas drogas.
O ganho inapropriado de peso, obesidade, hipertensão e anomalias na glicose e nos lipídeos são problemática no período de crescimento, porque predeterminam a OBESIDADE na idade adulta, além da SÍNDROME METABÓLICA e outros problemas como morbidades cardiovasculares.

A reportagem diz: “Além do peso, o estudo verificou, depois de 12 semanas de ingestão dos medicamentos, as diferenças nas taxas metabólicas e comparou os dados com os de um grupo de crianças e adolescentes que não tomaram os remédios”
As tabelas abaixo constam também no jornal (com algumas modificações):

Obs: Depois de 12 semanas:
*o ganho de peso nos jovens que tomaram Olanzapina foi o mais alto. Eles ficaram 8,54Kg mais gordos, enquanto os que não recebberam tratamento tiveram um aumento de 0,19Kg.
Tais substâncias também proporcionaram um aumento da circunferência abdominal é utilizado para se analisar a predisposição que uma pessoa tem a várias doenças, como a hipertensão.
*droga que causa maiores danos a saúde: Olanzapina
droga que causa menores danos a saúde: Aripiprazol


O gráfico abaixo mostra a variação da glicose, insulina, colesterol total e triglicerídeos em Mg/dL:

Analisando tais resultados, o diretor clínico do Seattle Children’s Hospital, Christopher Varley diz ser necessária uma dieta ou mesmo medicamento para diminuir a tendência de ganho de peso. Alguns médicos alertam para a impotância do exercícios físico para ajudar a reverter os efeitos do aumento de peso e gordura localizada.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Insulina - o que pode-se dizer sobre a Diabetes




Falando um pouco sobre alguns hormônios relacionados à obesidade, temos a Insulina, um hormônio produzido no interior do pâncreas (figura 1 -
http://www.medicinageriatrica.com.br/2008/07/01/saude-geriatria/insulina-producao-e-acoes/) e que é responsável por regular a quantidade de glicose presente fora e dentro do organismo. Um diabético, por exemplo, possui deficiência nesse hormônio, sendo que a glicose não consegue penetrar nas células, ficando pela circulação. A Insulina também atinge outras áreas do corpo: influencia no armazenamento de glicose nas células musculares e do fígado, na síntese (formação) de triglicerídeos (gordura) no tecido adiposo, na captura para melhor absorção de aminoácidos, podendo até influenciar no DNA a favor do crescimento celular. Estudos recentes mostram que a insulina pode ser produzida por células da pele reprogramadas, pertencentes à pacientes de Diabetes tipo I. “O feito foi obtido por uma equipe liderada por Douglas Melton, do Instituto de Células-Tronco de Harvard, EUA. O grupo usou as chamadas células iPS, as células-tronco "éticas", cuja produção não demanda a destruição de embriões humanos. Melton e seus colegas extraíram células da pele de dois diabéticos e converteram-nas em células-tronco com a ajuda de três genes. As células resultantes, por sua vez, foram convertidas em células beta, do pâncreas", publica o site http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u617744.shtml. O sistema imunológico dos portadores de Diabetes tipo I, porém, rejeita e destrói essas células beta produtoras de insulina. Ninguém sabe ainda como e nem por quê isso acontece, mas já é um grande passo para se conhecer o porquê da rejeição às células pancreáticas. Outro ponto positivo, apesar da pouca eficiência nessa reprogramação das células iPS, é que essas capturam o genótipo da doença numa célula-tronco. São estudos ainda com longínqua conclusão, mas podem servir de importante ponto de partida para uma possível cura de alguns tipos da Diabetes, uma doença que pode ser causada ou causar a obesidade; estudos que serão publicados mais pra frente. Lembrando, que fatores genéticos transcricionais, bem como fatores ambientais relacionados ao estilo de vida das pessoas (obesidade, sedentarismo e infecções), provocam distúrbios na síntese deste hormônio, comprometendo o organismo e desregulando a taxa de glicose no sangue.

(célula da pele que, se reprogramada, pode virar uma célula-tronco)http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u617744.shtml.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Doenças relacionas à obesidade


O termo obesidade tem sido cada vez mais utilizado para se referir ao excesso de peso. Porém a obesidade é uma doença em que há um aumento excessivo do acúmulo de gordura levando o indivíduo a sérios problemas de saúde ou a morte. Embora seja uma doença individual, a discussão sobre obesidade já vem se tornando ampla dentro da saúde pública.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 115 milhões de pessoas sofrem com doenças relacionas obesidade nos países desenvolvidos. Denomina-se síndrome metabólica o conjunto de três ou mais doenças associadas à obesidade. O tratamento da síndrome metabólica é feito a partir da eliminação de peso, práticas de atividade física e, em alguns casos, com o uso de medicamentos.
As doenças mais conhecidas que são relacionadas com a obesidade são a diabetes mellitus(tipo 2), hipertensão arterial, acidente vascular cerebral, infarto do miocárdio, problemas respiratórios e morte prematura.
O indivíduo obeso tem uma probabilidade de desenvolver a diabetes três vezes maior que um indivíduo com peso normal. O aumento de açúcar no sangue promove, com o tempo, uma resistência das células a insulina, diminuindo a absorção da glicose. Estudos comprovam que o aumento da glicemia está diretamente relacionado com o aumento do IMC e a resistência a insulina.
A relação entre hipertensão e obesidade vem sendo estudada há muito tempo. Calcula-se que para cada kg ganho de peso a pressão arterial sistólica se eleva 1 mmHg. A hipertensão deve ser cuidada o mais rápido possível, pois a sobrecarga exigida do coração pode levar a morte, muitas vezes pelo infarto do miocárdio. Uma conseqüência grave que pode vir a ocorrer é o acidente vascular cerebral, em que na maioria dos casos deixa graves lesões irreparáveis no indivíduo.
Devido aos diversos riscos à saúde causados pela obesidade, cada vez mais, se observa à morte prematura de pessoas com excesso de peso. O sedentarismo é aliado ao desenvolvimento de doenças crônicas que levam a um estilo de vida mais lento. A falta de atividade física é um dos fatores que contribuem para o agravo destas doenças e, seguindo este caminho, a morte prematura.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Local mais propício para o acúmulo de gordura e alguns hormônios relacionados a obesidade


A atual abundância de comida tem estimulado muitas pessoas a comer mais do que necessitam, isso, em combinação com a redução nos níveis de atividades físicas, observada nas sociedades industrializadas, resultou em uma tendência para a deposição continuada de gordura. Pesquisas mostram que a obesidade em crianças triplicou nas últimas décadas e que há no mundo mais indivíduos obesos do que subnutridos . A Obesidade caracteriza-se por um acúmulo de excesso de gordura corporal, ela resulta de uma ingestão de energia que supera o gasto energético.

O depósito de gordura pode ser analisado bioquímicamente. As células adiposas abdominais são muito maiores e apresentam uma taxa de renovação de gordura mais alta que as células adiposas da região do quadril. Os adipócitos abdominais também respondem mais a hormônios do que células adiposas das pernas e nádegas. Substâncias liberadas a partir da gordura abdominal são absorvidas pela veia porta tendo assim acesso direto ao fígado.





POR FALAR EM HORMÔNIOS: alguns hormônios influenciam a obesidade. Um exemplo disso é a regulação do apetite, que é influenciado por sinais (aferentes) que chegam ao hipotálamo determinando a liberação de peptídeos hipotalâmicos e ativando sinais neurais como resposta (eferentes).
Hormônios do tecido adiposo
O tecido adiposo não serve apenas para armazenar gordura. Esta é a sua principal função, mas tal tecido funciona também como uma célula endócrina, que libera muitas moléculas regulatórias, tais como leptina, adiponectina e resistina.


Leptina




A Leptina é produzida proporcionalmente à massa do adipócito informando ao encéfalo sobre o nível dos depósitos de gordura. Ela é secretada pelos adipócitos e atua no hipotálamo, regulando a quantidade de gordura corporal por meio do controle do apetite e gasto de energia. A leptina é mais secretada quando a pessoa se alimenta e menos secretada quando em estado de jejum. O efeito da leptina em humanos é a diminuição do apetite e aumento da taxa metabólica. Ela pode aumentar a atividade do FSH e do LH.

Adiponectina

Resistina

Outros hormônios que influenciam a obesidade

Grelina - “é um peptídeo secretado principalmente pelo estômago. É o único hormônio estimulador do apetite conhecido. A injeção de grelina aumenta, a curto prazo, a ingestão de alimento em roedores e pode diminuir o gasto energético e o catabolismo de gorduras. Peptídeos liberados do intestino após a ingestão de uma refeição, como a colecistocinina, podem atuar como sinais de saciedade no encéfalo.

domingo, 18 de outubro de 2009

Obesidade

A obesidade é uma doença crônica causada pelo acúmulo excessivo de gordura no corpo. Ela é conseqüência do desequilíbrio de calorias que são ingeridas das que são gastas pelo indivíduo. O excesso de calorias adquiridas fica depositado numa parte do organismo onde forma-se uma grossa camada de gordura, dificultando o funcionamento de várias funções corpóreas. Vários fatores juntos contribuem para tal doença como: fatores genéticos, metabólicos, nutricionais, psicossociais e culturais. A globalização é um dos principais fatores que contribuem para a obesidade, pois, através dela a variedade de restaurantes e lanchonetes que oferecem comida prática e rápida é muito grande. Como o tempo de todos está muito corrido a opção por esse tipo de comida é o mais recorrente. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMC) a obesidade já atinge cerca de 7,0% da população mundial e o sobrepeso cerca de 14,0 á 20,0%. Apesar de em algumas sociedades ela ser considerada como símbolo de beleza e maternidade nas mulheres e sucesso econômica e força espiritual, nos homens, esses dados fornecidos pela OMS são preocupantes, pois, ela está associada a um grande número de doenças: as patologias cardiovasculares e cerebrovasculares, distúrbios metabólicos, diversos tipos de câncer entre outras. Assim temos que buscar meios de tentar diminuir esses dados. Isso ocorrerá através de uma alimentação balanceada que contenha os nutrientes necessários para o organismo, e atividade física diária.

Post de Boas-Vindas

Olá gente,
sejam muito bem-vindos ao nosso blog de Bioquimica da Obesidade!
Nele abordaremos informações sobre esse mal que afeta milhares de pessoas como: as causas da obesidade, os problemas que ela pode trazer para o organismo humano, as formas de desenvolvimento da doença, como combatê-la, os hormônios relacionados, entre outras coisas. Também mostraremos como calcular o Indice de Massa Corporal (IMC) para avaliar o nível de gordura de cada pessoa mostrando para tanto como deve ser o IMC de um indivíduo eutrófico. Mostraremos também como deve ser calculado o Peso Ideal e a quantidade de calorias ingeridas diariamente. Deixaremos também alguns sites disponíveis que poderão trazer muitas outras informações.
Nós achamos o conteúdo muito interessante e desde o início já tem nos acrescentado muito. As informações sobre o tema são essenciais para uma vida saudável e eutrófica, portanto, espero que vocês gostem e que as informações oferecidas ajudem ou acrescente algo na vida de vocês.
Abraços!